sexta-feira, 30 de outubro de 2015

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Professora faz experimento para mostrar a discriminação em escola no Canadá


Desde o começo dos tempos, os seres humanos têm tendência a formar grupos, excluindo assim estranhos, inimigos, e qualquer um que seja diferente. Podemos não exatamente incentivá-las, mas tais atitudes tornam-se arraigadas a partir de uma idade muito precoce.
Este documentário acompanha uma experiência em uma escola primária que mostra o quão rapidamente as crianças podem assimilar a discriminação e todas as suas repercussões. Uma professora do ensino primário em Quebec conduziu um experimento no qual ela afirmou que estudos científicos provam que as crianças menores são geralmente mais criativas e inteligentes, e as mais altas são desajeitadas e preguiçosas. Ela dividiu sua turma com base nessas suposições. No dia seguinte, ela virou o jogo e fez com que se invertessem os papéis.
Algumas crianças de nove anos de idade entenderam que era tudo um jogo, mas para o resto acabou por ser uma experiência muito poderosa.

 
http://razoesparaacreditar.com/aprender/professora-faz-experimento-para-mostrar-a-discriminacao-em-escola-no-canada/

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

"Pintei da minha cor, tá?"

Recentemente o site Toda Criança Pode Aprender publicou uma reflexão acerca de um aluno de 5° ano que pintou os personagens contidos em sua prova da sua "cor". Tal reflexão se tornou uma ótima oportunidade de pensarmos acerca do racismo presente desde a infância e de como podemos nos articular de forma que a diversidade consiga se sobrepor a toda essa discriminação!
Vale a pena ler e se inquietar com esse "puxão de orelha" dado pela criança!

O que podemos aprender com o protesto de Cleidision, que pintou os personagens da Turma da Mônica para ficarem mais parecidos com ele?
Nos últimos dias de setembro, Cleidison, aluno do 5º ano de uma escola municipal de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, entregou sua prova, estampada com um desenho da Turma da Mônica, com todos os personagens pintados de marrom. Ao entregar o papel, disse à professora: “Pintei da minha cor, tá? Cansei desses desenhos diferentes de mim”.
Joice Oliveira Nunes, a professora em questão, teve uma reação maravilhosa: publicou uma foto da prova no facebook, abraçando a causa colocada por seu aluno.
A atitude de Joice nos mostra que não só toda criança pode aprender, mas também que as crianças têm a capacidade de ensinar os adultos. Muitas vezes elas chamam atenção para preconceitos perpetuados por nós, mas que elas ainda não naturalizaram.
Observando as crianças, podemos aprender a superar os nossos preconceitos.
O racismo é um problema social grave. A falta de representatividade de negros faz com que, desde cedo, as crianças negras sintam-se deslocadas do mundo social. Imagine, por exemplo, viver em um mundo onde várias pessoas tivessem cabelos vermelhos, mas na televisão, revistas e livros, só aparecessem estampadas pessoas de cabelo azul. Seria difícil se identificar com aquelas pessoas, e a sensação de exclusão nos tomaria diariamente. É o que acontece com crianças negras pelo mundo.
Recentemente, a atriz queniana Lupia Nyong’o falou sobre a importância de ver na capa de uma revista a modelo sudanesa do sul Alek Wek:
“Lembro de um tempo em que me sentia feia. Ligava a TV e só via peles pálidas. Era provocada e insultada por causa de minha pele escura. Minha única oração a Deus (…) era que eu acordasse com a pele clara…E então, apareceu Alek Wek. Uma modelo celebrada, ela era negra como a noite, estava em todas as passarelas e revistas. Todos falavam sobre como ela era linda (…) Quando eu vi Alek, vi uma reflexão de mim mesma que não pude negar.”
O protesto de Cleidison nos mostra o desejo pela representação da diversidade. Como fez sua professora Joice, devemos dar atenção ao que está sendo dito em sua singela manifestação artística. Aprendemos com Cleidison que um mundo mais inclusivo não é feito somente de palavras, mas também de imagens.

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Afetividade e o espaço escolar: acolher ou adestrar?

Ainda sobre o Curso das Auxiliares Educativas... uma charge para pensarmos o lugar da afetividade no espaço escolar:

A sala de aula não deve ser uma fábrica, mas sim uma oficina de convivência. Em tempos de valorização do quantitativo, o professor deve prezar pela qualidade das interações em sala de aula. O professor é um profissional das relações, não um adestrador!


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Mãe, deixa esse celular!!!



Quantas horas o celular (whatsapp, redes sociais, instagram, snapchat,etc) tem roubado do nosso tempo por dia? Será que parte desse tempo, não é aquele de que tanto reclamamos do “não tenho tempo de ficar com meu filho”? Será que precisamos mesmo estar tão conectados?
Não tem como negar, que estamos mesmo é viciados em estar “online”. Por mais que prometemos não pegar no celular, em um minuto lá estamos nós de novo, somente checando se tem alguma novidade. Mil coisas para fazer, trabalho atrasado, pessoas para conversar, livros para ler, crianças para cuidar, mas o olho está lá: grudado na tela. Tenho ouvido muita queixa, inclusive das crianças, que todos nós, estamos conectados demais, o tempo todo e em qualquer lugar. Isso pode parecer a melhor coisa do mundo, pois temos a sensação de não perder nada, de estar aqui e ali ao mesmo tempo. Porém, para muitos isso já saiu do controle e mesmo sabendo dos prejuízos que isso causa em nossas relações, a dependência já tomou conta do nosso comportamento impulsivo. E a conexão com nossos filhos, como fica?
Passa a ser recorrente, queixas de crianças, como essa filha de uma amiga, de 7 anos, que dizia que o “Instagram”, na verdade deveria se chamar “estragamãe” . Ou crianças que pedem a mãe: “Deixa esse celular. Olha aqui!! Brinca comigo!!” , “Para te falar hahan mãe, você não escutou nada do que eu acabei de dizer, só estava no zapzap”. Ou ainda “O que minha mãe mais gosta de fazer é ficar no celular, vendo snapchat, instagram e whatsapp. Não posso nem chamar ela nessa hora, que levo uma bronca. Ela não gosta que a gente atrapalha”.
Atualmente esse é um tema que preocupa a uma grande parte das famílias e como qualquer vício, precisa-se reconhecer que se trata de uma dependência para que ocorra qualquer mudança. Entre algumas leituras que busquei sobre o tema, encontrei um artigo, intitulado “Querida mamãe com iPhone: você está fazendo tudo certo” (Jennifer, Hicks em Huffington Post). Todo o texto trazia argumentos em defesa de mães para aliviar essa culpa. Dizia: “Não vou julgar você. Não a conheço. Não conheço sua história. Mas sei que, para ser boa mãe, não é necessário você supervisionar cada salto, cada brincadeira, cada pirueta, cada balanço, cada coisinha comida, cada canção, cada dança, cada piscada ou respiração de seu filho. (...) Há muitas coisas que acontecem em nossa vida fora da criação dos filhos que não podemos descuidar.” E termina dizendo: “Faça o que você tem que fazer, o que às vezes implicará em tirar algum tempo para você mesma, nem que seja apenas para olhar o Facebook enquanto seu filho corre e brinca no parque”.
Apesar de precisarmos de nossos hobbies, nosso espaço e tempo para respirar sem as crianças, não fui convencida pelo texto de que esse tema não precisa ser colocado em questão. Afinal, não sabemos mais controlar essa vontade desenfreada. E que referência temos sido para nossos filhos? Com que autoridade vou lhes dizer para deixarem o celular de lado para conversarmos senão consigo fazer isso?
Por fim encontrei textos de pessoas que reconheceram seu vício e compartilharam suas angústias e estratégias para se livrar dele. Como esse depoimento que dizia “Assim, estou me propondo a me livrar do vício do celular, pelo menos durante o tempo que passe com minha família. Deixá-lo em cima do armário quando eu entrar em casa e não atendê-lo a não ser que seja uma ligação telefônica ou para verificar se há alguma mensagem de Whatsapp ou outra de certa urgência quando eu estiver de passagem, e nunca enquanto estiver com as crianças. Não tirar o celular da bolsa no parque. E, é claro, não olhar o celular durante as refeições. Pus isso em prática neste verão e comprovei que não foi tão terrível assim. Fui capaz de deixar o celular em casa para ir à praia (o medo de que me roubassem o aparelho ou que meus gigas terminassem contribuiu bastante). E nos últimos três dias fui levar as crianças aos balanços do parquinho sem levar o smartphone. Não fiquei com tremedeira nem nada!” Achei no mínimo curioso também, como essa pessoa tem tentado lidar com o seu vício: “  
Antes na quaresma ficava sem comer carne, mas agora fico 40 dias sem whatsapp, descobri que esse seria o maior sacrifício que eu podia fazer.
Encontrei dados quantitativos que apontassem quanto estamos conectados e as implicações disso na educação de nossos filhos e me deparei com um recente estudo global realizado pela AVG, empresa de segurança online, que mostra que 42% dos filhos entrevistados se sentem trocados pelos pais por esses aparelhos. Um estudo da Digital Diaries que entrevistou pais e seus filhos com idades entre 8 e 13 anos, em diferentes países, apontam que mais da metade (54%) das crianças acha que os seus pais checam demais os smartphones e que o maior problema em relação a isso é que eles se distraem durante conversas com os filhos, fazendo com que 32% deles se sintam desprezados. Quando os pais foram questionados sobre a frequência de uso dos dispositivos móveis, 52% admitiram o exagero e que se preocupam com o que isso pode causar na próxima geração.
E o pior de tudo foi encontrar nos estudos que os brasileiros são os que mais utilizam smartphones e tablets em excesso, pois 87% dos filhos relatam o descontentamento com a distração. Cerca de 56% das crianças disseram que, se pudessem, confiscariam todos os dispositivos dos pais.
Diante desses dados, e da triste convicção de que estamos mesmo viciados, cabe a cada um de nós, reconhecer o quanto do nosso tempo tem sido roubado por essa dependência e então, buscarmos estratégias para saber o momento de estar “on e off line”.
  


 

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Criança em Questão no VII INCREA E II RIEC!

Em setembro o CEQ esteve no VII Fórum Internacional de Inovação e Criatividade (INCREA) e II Seminário da Rede Internacional de Escolas Criativas (RIEC). Foram momentos de muita troca e aprendizado, onde pudemos conhecer projetos inovadores voltados para a educação em seus diversos âmbitos, além de podermos compartilhar, em uma comunicação oral, um pouco do que estamos desenvolvendo com o Criança em Questão. Foi uma experiência enriquecedora!



terça-feira, 6 de outubro de 2015

Participação do CEQ no XXII Simposio de Estudos e Pesquisas da FE/UFG


Durante o XXII Simpósio da Faculdade de Educação (FE-UFG), realizado em setembro de 2015, o Criança em Questão participou através de uma comunicação oral que socializou nosso projeto, seus objetivos, seu desenvolvimento e as considerações que foram realizadas até aqui. Momentos de trocas como estes são valiosos e enriquecedores!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Meu amor pela palavra “família” foi colocado em questão

"Eu sempre amei a palavra família. Eu sempre amei a ideia de família.

Amei a ideia de família, porque fui criada em uma família incrível. Uma família reconstituída, fruto de divórcios, de novos casamentos e tantas outras bagunças da vida –tive até o prazer de ser convidada para o casamento dos meus próprios pais. Família na qual tem neta com sobrenome do padrasto da mãe, tem afilhada estrangeira que virou filha, tem tio gay criando o filho adotado da irmã que morreu, tem judeu que casou com católica feminista, tem casal evangélico feliz que casou cedo, tem líder espírita de 90 anos que sempre toma cerveja preta, tem lésbica conservadora, tem veterano de guerra que cria patinhos, tem casal com 25 anos de diferença de idade e tem até eu mesma no meio dessa confusão toda.
Essa é a família da qual me orgulho, que colocou cada tijolo para construir a pessoa que me tornei. Foi essa família que me protegeu a vida toda de qualquer pequena ameaça: pernilongos, friagem, corte de papel no dedo. E é essa mesma família que hoje está ameaçada de simplesmente deixar de existir, por causa dos bons princípios do nosso deprimente Poder Legislativo.

A minha noção de família foi rasgada. Meu amor pela palavra “família” foi colocado em questão."

Ruth Manus - Blog Estadão

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Auxiliares educativas, um pouquinho mais da aula de hoje para vocês!

Auxiliares educativas, um pouquinho mais da aula de hoje para vocês!



Esse vídeo da Coleção Grandes Educadores, apesar de longo, é de suma importância para todos aqueles que querem compreender um pouco mais da contribuição de Vygotsky , sua concepção de aprendizado e desenvolvimento e as implicações educacionais desse pensamento.
O texto e apresentação é da Profa. Dra. Marta Kohl de Oliveira,professora associada da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Psicologia Educacional, atuando principalmente nos seguintes temas: desenvolvimento cognitivo, desenvolvimento, aprendizagem, desenvolvimento humano e pensamento vigotskyiano.

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