quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Azul ou Rosa??


Que as crianças sejam livres e respeitadas. Que possam se expressar livremente, com tranquilidade e sem pressões de gênero. Meninas podem vestir a cor que quiserem, meninos também. Meninos podem brincar do que quiserem, meninas também. Crianças nascem cheias de potência para descobrir suas habilidades e se tornam adultos generosos e altruístas quando em sua educação não há sexismo, não há padrões, não há violência. E isso desde que nascem, ou até mesmo antes, ainda na barriga. Rosa é só uma cor. Azul também. E como o verde, o vermelho, o amarelo, o roxo, o lilás, o preto e o branco podem ser usadas por todas as pessoas. Crianças criadas para seguir padrões de gênero e impedidas de serem crianças livres desenvolvem mais transtornos emocionais, crescem inseguras e replicam a violência emocional que viveram. Têm mais tendência a desenvolver depressão e a serem violentas consigo mesmas.
Não há nada mais mesquinho, vazio e intelectualmente limitado que exigir que as crianças se comportem de uma ou outra forma apenas porque são meninas ou meninos. São crianças. Merecem ser livres, amadas e respeitadas. E ainda que façam muita força contrária, isso não vai mudar.
Toda criança que nos é confiada conta com a gente para que seja educada dentro de princípios de gentileza, respeito e amor ao próximo. Não é possível estimular nas crianças o respeito e amor ao outro enquanto exigimos que se comportem desta ou daquela maneira, pois soamos incoerentes. As crianças continuarão livres e nós, que conhecemos a infância de maneira teórica e prática, vamos sempre relembrar isso a todas e todos.
Deixe a criança brincar. Deixe a criança ser criança. 
Ame-a e respeite-a.

Fonte:
Ligia Moreiras
Cientista Que Virou Mãe

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Indicação Literária: Pedro vira porco-espinho


Pedro vira Porco-Espinho da autora  e também ilustradora  Janaina Tokitaka, é o segundo livrinho do projeto Leia para uma Criança do @itausocial.
Esse livro é risada garantida durante a leitura, a criançada se diverte quando de repente: o Pedro Vira porco espinho! Aos pouquinhos as crianças começam a perceber que não é tão de repente assim, Pedro só vira porco espinho quando acontecem coisas específicas.... Ou melhor, coisas que ele NÃO gosta.
Mas, por outro lado, se começarem a acontecer coisas que ele gosta como Bolo de Chocolate e Abraço apertado de Vó, ele rapidamente deixa de ser Porco Espinho e volta a ser só Pedro... e com você, também é assim?
Ligya Roque (graduanda psicologia/licenciatura – UFG)

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

O uso de aplicativos na educação


Não é de se estranhar, nos dias de hoje, pessoas de todas as idades com smartphones ou tablets em mãos. Tais máquinas cumprem inúmeras funcionalidades! Nos comunicamos, fotografamos, calculamos, jogamos, pagamos contas… e por que não utilizar na educação de nossos pequenos?
Apesar de lenta, é possível notar a inserção gradativa das tecnologias em ambientes escolares e demais contextos educacionais. A explosão e sucesso dos cursos de educação à distância são o maior exemplo de que é possível sim aliar os mais diversos inventos e a aprendizagem.
Burrhus Frederic Skinner (1904-1990), em seu livro “Tecnologia do Ensino” (1972), já propunha o uso de recursos tecnológicos como facilitadores do processo educativo. Sua proposta de máquina de ensinar possibilitaria uma progressão individualizada - em seu próprio ritmo - num contínuo, onde o passo seguinte depende do sucesso no passo anterior. No contexto de sala de aula, a utilização desses novos recursos permitiriam melhorar a relação professor-aluno, dando ao professor maior liberdade para atuar em contatos intelectuais, emocionais e culturais.
Na educação de crianças, os aplicativos, por exemplo, podem ser muito úteis por seus recursos interativos - cores, personagens, sons, pontos - que servem de reforçadores imediatos para prender a atenção, incentivar e manter os pequenos engajados nas atividades. Vale ressaltar que eles não substituem a sala de aula e o contato com colegas e professores.
Algumas indicações de aplicativos feitas pelo site Novos alunos (http://novosalunos.com.br/9-aplicativos-que-ajudam-na-alfabetizacao-infantil/) são:
  • O ABC do Bita: é um abecedário interativo que, com seus joguinhos, estimula o raciocínio lógico das crianças, trabalha a coordenação motora, colorido, lúdico e com trilha sonora. Disponível tanto para Android como para iOS.

  • Palmakids: recomendado para crianças em processo de alfabetização infantil tanto na língua portuguesa como na língua inglesa, ajudando a desenvolver as memórias auditiva e visual, é um joguinho lúdico e autoexplicativo. Disponível para Android e para iOS.

Leia mais em: SKINNER, B.F. Máquinas de Ensinar. In:____. Tecnologia do ensino. Tradução de Rodolpho Azzi. Editora Herder. Editora da Universidade de São Paulo. 1972.

Gustavo Santos (Licenciando em Psicologia -  UFG)

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

O FRACASSO ESCOLAR SOB O VIÉS DO MÉTODO PEDAGÓGICO


O histórico cultural pedagógico aponta as medidas punitivas como o principal método de ensino estabelecido na educação escolar, uma vez que apresenta resultados imediatos. Todavia, esse mecanismo é identificado como um dos pilares do fracasso acadêmico, haja vista que prejudica a relação professor x aluno, pois transmite a ideia de o docente ser ‘‘mais forte’’ que o estudante e, por esse motivo, este lhe dever obediência – extinguindo, assim, o respeito mútuo necessário. Ademais, esse recurso não ensina ao aluno uma nova forma de se comportar, o que possibilita que este discente aja de determinada forma somente na presença daquele que o castiga, não resolvendo o problema comportamental.
Além de falhar em seu propósito, a punição adotada como medida disciplinar traz efeitos colaterais ao aluno. Constata-se que sob efeito desse estímulo aversivo, a tendência do discente reagir de forma agressiva ou ociosa, é alta. Tais ações que se caracterizam como válvulas de escape, como a fuga e/ou o vandalismo, ocasionam sequelas emocionais ao sujeito, como ansiedade e ressentimento, que potencialmente podem impedir seu rendimento escolar. Dessa forma, as medidas punitivas apresentam resultados muito mais negativos que positivos, tanto para o professor que aplica a penalidade, prejudicando sua relação com o estudante, quanto para o aluno que é punido, participando, portanto, ativamente e efetivamente do fracasso escolar de ambos.

Fonte:
SKINNER, B. F. Por que os professores fracassam. In: SKINNER, B. F. Tecnologia do Ensino. 2. ed. São Paulo: EDUSP, 1972. Cap. V, p. 89-108.

Milena Magalhães (Licencianda em Psicologia - UFG)

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

INDICAÇÃO CINE: Min e as mãozinhas


Estima-se que no Brasil quase 10 milhões de pessoas possuam deficiência auditiva, dessa forma, através de produções como Min e as mãozinhas, essa parcela da população pode ser vista e incluída.

Min e as mãozinhas é uma animação brasileira recentemente lançada no Youtube e a primeira a ser totalmente voltada para um público com deficiência auditiva e de fala. Trata-se de uma série, com episódios curtos voltada para crianças de 3 a 6 anos de idade.

Criado por Paulo Henrique Santos, o desenho é lúdico e cheio de cores, com leves melodias que no decorrer dos menos de 10 minutos de duração, proporcionam diversão para todos que estão assistindo. Vale ressaltar o caráter inclusivo da animação, visto que qualquer pessoa (com deficiência ou não) é capaz de acompanhar o conteúdo.

Min é uma menina surda que também não é capaz de oralizar. Durante a trama ela vive aventuras com seus amigos animais em envolvimento com a natureza, cada um com sua própria linguagem de sinais imersos em muita brincadeira. Os sons são demonstrados através de onomatopeias e os sinais realizados de maneira devagar para que todos possam aprender, sendo que, em cada capítulo são ensinados até cinco sinais em libras. 


Você pode acessar o conteúdo através do link: https://www.youtube.com/channel/UCJtOTvG4EvBGkvtTVVv8Lpg/videos


Gabriella Carvalho (licencianda em Psicologia - UFG)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Indicação Literária: Ai, eu entrei na roda


“Quem não guarda na lembrança uma cantiga de roda?”

Certamente elas fizeram parte da infância de muitas pessoas e, como qualquer brincadeira, tiveram grande importância no desenvolvimento e aprendizagem das crianças.

“Ai, eu entrei na roda”, de Nilce Bechara (2011) é um convite para (re)viver essas canções, suas histórias e coreografias, destacando o quanto elas podem estimular a memória e a imaginação. O livro conta com belas ilustrações, além de propor atividades interativas pelas quais as crianças podem aprender as letras de várias canções de roda e se envolver em suas histórias.

Além disso, a proposta do livro nos permite pensar o papel da música na infância, uma vez que ela envolve percepção, sentimentos, criação, reflexão. A música é uma linguagem essencialmente vinculada à cultura e à subjetividade humana, sendo possível, por meio dela, conhecer o outro e também a nós mesmos.

Gustavo Mota (licenciando em Psicologia - UFG)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Afinal, de quem é o papel de educar a criança?


“Mas os pais não fazem o seu papel”, “educação vem de casa”, “essa escola não está sabendo educar meu filho” …. O embate escola e família se coloca à medida que não sabemos, de fato, o que é educação e de quem é esse papel. Mas, AFINAL, DE QUEM É O PAPEL DE EDUCAR A CRIANÇA?

O  conceito de educador é, muitas vezes, restrito ao professor. No entanto, educação pode ser  entendida como um processo que ultrapassa o ensino de saberes específicos, já que a aprendizagem e o desenvolvimento constituem a criança em sua expressão, seu afeto, sua sexualidade, sua socialização, seu brincar, sua linguagem, seu movimento, sua fantasia, seu imaginário e suas infinitas formas de expressão. Educação é transmissão de valores, saberes, hábitos. É aprender a falar, andar, amarrar o cadarço, comer. É português, matemática, história, geografia, artes, ciências, filosofia, sociologia. É brincar e é, também, aprender o alfabeto. É saber lidar com os próprios afetos e como expressá-los. É respeitar o outro, a diferença. É entender como a sociedade funciona e ao mesmo tempo saber seu potencial transformador.

Não nascemos humanos, aprendemos a sê-lo e fazemos isso através da educação. Nos espelhamos, imitamos e internalizamos. Através do outro nos constituímos.

Portanto, se você faz parte do processo de desenvolvimento da criança em uma relação de ensino-aprendizagem, você é EDUCADOR!

Família, cuidador, professor, auxiliar e pessoas que influenciam a criança são todos considerados educadores. O papel de educar a criança é de todos nós!


Débora Andrade (Graduanda em Psicologia - UFG e Bolsista do Projeto de Extensão "Criança em questão: repensando certezas com a família e a escola")
Postagens mais antigas Página inicial