quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O que um professor gostaría que as famílias de seus alunos soubessem?

Esse trabalho é fruto de uma  atividade realizada no curso de formação das auxiliares de atividades educativas dos Centros Municipais de Educação Infantil de Goiânia, realizado pela turma de licenciatura de Psicologia ( UFG). 

Dentre diversos temas trabalhados, realizamos um encontro que tinha como objetivo principal  discutir a importância  da parceria entre  família e escola e os papeis e limites de cada uma no processo de formação de uma criança.
Nos dias de hoje, a relação entre a escola e a família é uma das mais instigantes questões, tanto no âmbito das pesquisas como dentro das mais variadas unidades escolares de ensino em quase todo o mundo. Seja devido às mudanças pelas quais têm passado a família nas últimas décadas, seja em face das mudanças constantes e, às vezes, radicais observadas na escola, bem como da consequente discussão (e incerteza) acerca do lugar dessas instituições na formação das novas gerações. Ambos os lados precisam sair do “jogo de empura” que gera uma série de equívocos e mitos sobre o relacionamento entre a família e a escola, prejudicando o aluno, que deveria ser a prioridade de todos.
Afinal de contas, de uma forma mais onipresente, mais discreta, mais intensa, mais agradável ou mais ameaçadora a escola faz parte do cotidiano da família e vice-versa. Ambas tem papéis diferentes, porém complementares.
 Por isso é importante dar voz a ambos os lados, para que se escutem e compreendam a realidade de cada um.

Com vocês a voz das instituições de educação infantil.

Afinal,  o que  um professor gostaria que as famílias de seus alunos soubessem?








quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Sugestões de livros para as férias da criançada!

Durante a temporada de férias não faltam atrações para entreter as crianças e propiciar momentos de descontração e diversão: parques, cinema, praia, sítio, piscina, shows e diferentes espetáculos.

Mas, você já parou para pensar que um bom livro pode propiciar viagens e aventuras para lugares que estão além da nossa imaginação a um custo muito mais barato do que muitos programas? E, se essa leitura for feita em capítulos, como em uma novela, gerando suspense e expectativa pelo que pode acontecer a cada página, a diversão é garantida!

A leitura livros mais extensos costuma ser bastante apreciada por crianças, jovens e adultos porque, além de acompanhar e experimentar a vida de outros personagens por um longo período, esse tipo de prática aproxima as pessoas e cria momentos de cumplicidade entre os leitores que compartilham a mesma obra.


Crianças e jovens que têm o hábito de realizar leitura de novelas em capítulos, desenvolvem a proficiência e ampliam sua compreensão leitora. Além disso, aprendem diferenciar as diversas vozes que aparecem nos textos, opinar sobre os acontecimentos com base na narrativa, elaborar novas relações a partir das pistas oferecidas pela história, ir e voltar ao texto buscando verificar suas ideias e muito mais!

E o que é mais bacana: como alguns desses livros foram transformados em filmes, após a leitura vale muito a pena fazer  uma sessão de cinema para dar continuidade à conversa sobre a história, vendo as diferenças e semelhanças entre o texto e sua adaptação para as telas.

Pensando em todas as possibilidades de aprendizagem e diversão que podem ser oferecidas pela prática de leitura programada (em capítulos) de um texto, segue uma seleção de novelas para leitores de todas as idades:

* Para leitores iniciantes: Matilda, por Road Dahl; O Dedo Mágico, por Road Dahl; James e o Pêssego Gigante, por Road Dahl.






*Para leitores autônomos: O Mágico de Oz, por Frank Baum; A Fantástica Fábrica de Chocolate, por Road Dahl e Peter Pan, por Monteiro Lobato.





* Para leitores experientes: O Mundo de Sofia, por Jostein Gaarder; Harry Potter, por J. K. Rowling e A Invenção de Hugo Cabret, por Brian Selznick. 







Fonte do texto: Catraquinha e Taba

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

O patinho feio e suas reflexões

O site Laboratório de Educação realizou uma excelente reflexão acerca da história do patinho feio, relacionando-a ao desenvolvimento infantil, no que diz respeito à identidade, singularidade e preconceitos.
É um pontapé inicial para começarmos a ver os livros infantis como importantes recursos de expressão dos sentimentos da criança. 



Confiram o texto na íntegra:

“O Patinho Feio” é uma história de Hans Christian Andersen, amplamente conhecida e muito bem recebida pelas crianças pequenas. O herói deste conto é desde cedo rejeitado pela mãe e irmãos por ser muito diferente e considerado feio. Ele foge de casa, à procura de um lugar que o aceite. Passa por lagos e pela terra, convivendo com as mais diversas criaturas, mas ao longo do caminho não recebe o acolhimento que espera. Finalmente, crescido e com saudades dos ambientes aquáticos, volta a um lago onde esteve entre cisnes. Ao olhar-se no reflexo das águas, percebe que ele mesmo se tornou também um belo cisne e finalmente reconhece a si mesmo e encontra seu lugar.
Esse conto, à primeira vista, assim como o de A Princesa e o Sapo, nos faz considerar o tema da diversidade. Provoca uma reflexão nas crianças que se identificam ao mesmo tempo com o patinho feio e com aqueles que não o aceitam. Dessa maneira, convida a pensar na importância de ser respeitoso com aqueles que são diferentes, pois o impulso de rejeitar ou ser agressivo pode causar grande tristeza e sofrimento.
Entretanto, aproximando-se um pouco mais dessa ideia, percebemos que a rejeição do diferente não diz respeito apenas ao outro. Pode estar relacionado inclusive com a ideia de aceitar aquilo que em si mesmo é tido como estranho, difícil, feio ou inesperado. Aprender a lidar com o que em nós não corresponde fielmente às expectativas – sejam elas sociais, parentais ou próprias – é algo fundamental para encontrarmos uma identidade. Assumir limites e perceber que não somos perfeitos é libertador e permite que encontremos saídas criativas para descobrir nosso lugar no mundo.
As crianças pequenas precisam do olhar esperançoso de seus cuidadores, que veem nelas potenciais e imaginam seu futuro. Mas necessitam também desvencilhar-se de parte dessas expectativas e lidar com as frustrações que isso acarreta para começar a construir um caminho próprio.
Nosso herói não está destinado a ser eternamente um patinho feio. Ele precisa conhecer outras referências, circular pelo mundo, amadurecer e mudar seu olhar sobre si mesmo, saindo do lugar de rejeitado, para poder enxergar-se como cisne.

E você, leitor? Consegue ver mais desdobramentos e significados que permeiam essa história? Conte para nós nos comentários!
Este post foi escrito com base no livro “Fadas no Divã”, de Diana Lichtenstein Corso e Mário Corso.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

A corrida que não leva a nenhum lugar!

As férias estão chegando, é tempo das crianças descansarem e  brincarem  com os amigos e famliares. Nessas relações elas aprendem e se desenvolvem muito, estimulando a imaginação e a criatividade . Não precisamos ter pressa para que se alfabetizem cada vez mais cedo, vamos deixá-las ser crianças. Isso é o melhor que podemos fazer!
#ficaadica #maisbrincadeiraporfavor


Nenhum texto alternativo automático disponível.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Curso de Formação!

Com muito comprometimento, estudo e aprendizado que finalizamos nosso VII Curso de Formação destinado às Auxiliares de Atividades Educativas dos Centros Municipais de Educação Infantil ( CMEI). Uma parceria do curso de Psicologia ( Faculdade de Educação- Universidade Federal de Goiás) com a Secretária Municipal de Educação de Goiânia, via Gerência de Formação. Nesse ano , concluíram o curso mais de 90 cursistas que estiveram presentes todas as quintas à noite na UFG para esse momento formativo.

Equipe de professores ( licenciandos do curso de Psicologia - UFG/2017)
O curso, intitulado " As interfaces da Psicologia e Educação: o papel da auxiliar de atividades educativas no processo de desenvolvimento e aprendizagem infantil" tinha como objetivo principal,discutir a importância do papel da auxiliar educativa no processo de desenvolvimento e aprendizagem infantil, na perspectiva histórico-cultural. Para isso, no decorrer de nossos encontros  durante todo o segundo semestre de 2017, trabalhamos temas como: a pedagogia da infância e sua função político pedagógica de cuidar e educar. Fizemos o contrapondo de  diferentes concepções de desenvolvimento e aprendizagem, destacando a perspectiva histórico-cultural e suas implicações na prática educativa da educação infantil. Foi discutido  a importância da mediação no processo de desenvolvimento das funções psicológicas superiores no contexto do CMEI. Além de destacarmos a importância da brincadeira para o desenvolvimento infantil. A problematização da realidade contemporânea e os limites e os papéis da família e do CMEI no processo de formação da criança, também se apresentou como tema central.Foi também ressaltado a importância da auxiliar no processo de resolução de conflitos e as implicações dos preconceitos na educação infantil para propor uma prática que seja voltado para a diversidade.


Agradeço à SME por essa parceria, especialmente em nome da Profa. Wilma ( Gerente da GERFOR).
Parabenizamos à tod@s cursitas e aos professores ( licenciandos do curso de Psicologia) que se dedicaram a essa tarefa com tanta dedicação!




quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Quem ensina o racismo às crianças? Nós mesmos, ué

No mês das mães deste ano, eu participei de um evento sobre maternidade e havia, no palco, várias mulheres brancas, formadoras de opinião (sabe-se Deus o que isso significa), falando sobre os desafios da maternidade moderna ou coisa que o valha. Eu, na plateia, estava sentada a duas ou três cadeiras de uma mãe que era negra. Lá pelas tantas, quando abriram o debate para perguntas, essa mulher contou que sua filha de pouco mais de 4 anos tinha acabado de ser matriculada na escola e estava sofrendo o pão que o diabo amassou. Nos primeiros anos em casa, ao lado da família, sempre ouviu o quanto era especial, o quanto seus cabelos crespos eram lindos mas, na escola, ouvia o oposto de crianças da mesma idade. Os coleguinhas de classe diziam que ela era feia. Que seu cabelo era horrívelO que adianta proteger e fortalecer a autoestima da minha filha se o mundo lá fora é assim, tão cruel com as meninas negras?, perguntou às ‘formadoras de opinião’, surpresas por terem sido retiradas a fórceps daquele mundo lavanda da maternidade perfeitinha, onde estavam prontas para falar sobre tudo que não incluísse esse assunto tão urgente.
A primeira pegou o microfone e disse àquela mãe coisas no estilo o-que-não-mata-fortalecesua-filha-vai-ser-uma-guerreira-como-você  enquanto as duas outras, em seu socorro, soltavam algumas frases soltas no mesmo estilo ‘não-importa-o-que-os-outros-pensam-o-que-importa-o-que-você-carrega-no-coração’, para a incredulidade da mãe e vergonha alheia de muitas, que não sabiam onde enfiar a cara e ficavam procurando o botão eject na cadeira onde estavam sentadas.
Minutos depois, pedi a palavra e, tentando me desculpar, joguei uma pergunta à audiência: Não seríamos nós os responsáveis pelo inferno que vivia essa criança? Nós, os pais e mães das crianças brancas com as quais ela convive? Não teria sido com a gente que elas teriam aprendido a dizer tamanhas aberrações às crianças negras? Ou será que meninos e meninas já saem da maternidade classificando “cabelo bom”, “cabelo ruim”, “nariz bom”, “nariz ruim”? Não precisamos prestar atenção, dobrar o cuidado, perceber que fomos nós que ensinamos às crianças a tratar mal aquela menina na escola?, perguntei.
Silêncio.
Todos logo fizeram aquela cara de ‘não, eu não faço isso’, e a prosa mudou de rumo, né, vamos falar outra coisa.
Corta para semana passada.
Thaís Araújo, a atriz, disse mais ou menos o mesmo que aquela mãe no evento de dia das mães, só que com outras palavras e em um TEDx São Paulo. Ela comentou que a cor do filho “é aquela que faz com que as pessoas atravessem a rua”. Também não foi compreendida, mas foi logo classificada de “mimizenta” e vitimista pelas redes sociais, sempre elas. Os adultos brancos, aqueles que dizem sempre “não, nada a ver esse papo de racismo”  logo se uniram para desqualificar a fala da Thaís, fazendo memes para ridicularizar sua afirmação.  Alguma reflexão sobre o assunto ou mea-culpa? Não, nenhuma, não somos racistas, ora, ora, somos uma nação miscigenada, blá, blá, blá, whiskas sachê.
Corta para alguns dias atrás.
Um mulher que se diz socialite (o que é socialite, afinal?) grava um vídeo praticando o crime de racismo. Repete aquelas coisas todas que a menina do início do post ouve todos os dias na escola, mas para outra menina negra: Titi, filha dos atores Bruno Gagliasso e Giovana Ewbank. No vídeo, a tal mulher chama a criança de “macaca”. Disse que a guria é “horrorosa”, porque tem “cabelo de pico de palha”. Termina dizendo que é “sua opinião”  e que não tem medo da polícia e nem da Justiça. Não tem que ter medo mesmo, estamos no País da impunidade.
Mas agora me diz uma coisa: onde você acha que as crianças aprendem a ser racistas?
Com a gente, claro, óbvio, com as mesmas pessoas que as ensinam a comer e a andar. Com as mesmas pessoas que, ao se deparar com um negro bem-vestido no elevador, “estranham” e verbalizam esse “estranhamento” (???) na frente dos filhos. Com as mesmas pessoas que atravessam a rua ao ver um negro bem-vestido ou mal-vestido, vai quê, né, tem cara de ladrão! Com os telejornais que sempre tratam o negro como “traficante” e o traficante branco como “adolescente classe média da zona sul”. E com as novelas, que sempre colocam os negros como serviçais.
Sabe de quem é a culpa? Nossa. De mais ninguém. Duvida? Assista a esse experimento sobre racismo feito com crianças mexicanas e comece a pensar sobre as respostas. Dois bonecos, um branco e outro negro, são colocados em frente a crianças de diferente raças. Uma entrevistadora questiona as crianças, uma a uma: “Qual boneco é bonito? E qual é feio?” Elas elegeram os bonecos negros como “feios”, “perigosos” e “não confiáveis”. Quando eram perguntada o por quê de tal escolha, não conseguiam dizer. Alguém passou esse conceito para as crianças. Adivinham quem? Sim. Nós.

Fonte do texto: Estadão

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Dia da Consciência Negra

Dia 20 de novembro é celebrado o Dia da Consciência Negra. Um dia em que ressaltamos a união em detrimento da divisão. O respeito, ao invés do preconceito. Um dia para relembrarmos o que temos em comum, apesar de nossas diversidades. De resgatarmos a nossa humanidade, como o elo que permite e dá o direito a uma existência digna a todos.
É dia de comemoração, mas também é dia de luta. Luta pelas resistências que ainda são encontradas e contra os preconceitos vividos por tantos dos nossos cidadãos. Dia de lembrarmos que a discriminação também é aprendida pelo exemplo, e que temos a oportunidade de fazermos diferente com as nossas crianças. 

terça-feira, 14 de novembro de 2017

terça-feira, 7 de novembro de 2017

O perigo do professor!

Em meio a inúmeras discussões atuais, tenho visto cada vez mais crianças e jovens participando dos debates, buscando conhecer o mundo em que vivem e se interessando pelas repercussões dos assuntos em suas vidas. É a formação de cidadãos, desde cedo, desde sempre. Conscientes e atentos, críticos e dispostos a propor novas alternativas. E, assim como a família exerce papel fundamental nessa formação, temos também o professor. Figura que tem estimulado o raciocínio de seus alunos, possibilitando ricas discussões em sala de aula, contando com o respeito pela diversidade de opiniões. Que este movimento se perpetue!

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Explicando o Dia de Finados para os pequenos

O dia dois de novembro é uma data triste para muitas pessoas. Nesta data é celebrado o dia de finados, o dia de celebração e homenagem aos mortos. Cemitérios cheios, igrejas lotadas, muita gente acendendo sua vela, flores e choro. 
Algumas pessoas sentem dificuldade para entender e lidar com essa data. Mas e as crianças? Como fazer para que elas entendam essa data tão triste e tão específica? É, realmente é difícil explicar algo que às vezes nem nós adultos aceitamos direito.
Naturalmente, as crianças acabam conhecendo a dor da morte. Um animal de estimação que vai, um parente dela mesma ou de um amigo, pessoas próximas ou distantes, é inevitável que elas saibam. Assim, não se deve omitir ou distorcer a verdade sobre a morte para as crianças. Ainda que a criança não consiga entender por completo e use de sua imaginação para lidar com o assunto, é essencial a criança saber que aquela pessoal ou animal nunca mais voltará. Muitos pais tentam poupar os filhos desse sofrimento, o que pode se tornar um tabu e problema ainda maior.
Estudos feitos por profissionais da área de psicologia afirmam que crianças de até três anos podem não perceber que a morte é algo definitivo, mas com o tempo percebem e entendem a falta de alguma pessoa próxima ou de um animalzinho de estimação. Ainda segundo profissionais, somente a partir dos 12 anos de idade é que a criança começa a entender o processo da morte por completo.
Adultos evitam falar sobre a morta com crianças porque nem sempre etão preparados. Em muitos casos nem mesmo os adultos conseguem aceitar ou entender a situação, o que dificulta a conversa. Porém a conversa, a explicação, é importante para que a criança, seja de qual idade for, comece a entender melhor a vida e todo o seu processo finito.
A reação da criança vai depender de cada personalidade. Cada criança expressa e mostra o luto de sua maneira e é importante respeitar. São diferentes modos e tudo deve ser respeitado para que todo o processo da morte seja entendido e ultrapassado sem deixar sérias marcas. Tudo o que for perguntado pela criança deve ser respondido, para que não fiquem dúvidas e nem desconfianças na cabecinha delas. Quanto mais naturalidade melhor, afinal se o adulto agir com naturalidade a criança confiará na explicação e se sentirá mais segura.
Livros, historinhas, enfim, estimular a imaginação da criança pode auxiliar no processo de entendimento do pequeno. Pais que sentem dificuldade para tocar no assunto podem se apoiar em histórias e livros, utilizando, claro a imaginação para entrar no assunto com as crianças. 
Mas as histórias tem que ser bem escolhidas. Psicólogos dizem que expressões como “dormiu para sempre” ou “descansou” podem ser mal interpretadas pelos pequenos que podem ficar com medo na hora de dormir ou achar que a pessoa que morreu acordará. Outras expressões como que a pessoa “foi embora” ou “foi fazer uma longa viagem” também pode confundir a crianças e trazer problemas para elas que, além de desconfiar, podem se sentir desamparadas ou inseguras.
A principal questão é saber como dizer para a criança evitando traumas.  Uma família religiosa, por exemplo, pode usar a religião, fazendo uso de uma linguagem com a qual a criança está habituada a lidar. O fato é que a dor tem que ser acolhida e explicada, não importa a forma com que se borde a situação, o importante é não deixar a criança sucumbir na dor até que a imagem do que se foi desapareça.
Para famílias cristãs, por exemplo, há uma série de maneiras de se conversar com crianças sobre o dia de finados. Regrinhas básicas que darão a elas mais segurança na hora de tratar do assunto. Os cristãos costumam tratar o dia de finados com crianças como o dia da celebração da vida eterna. Elas costumam dizer às crianças que as pessoas queridas estão com Deus e viverão eternamente. Procuram, naturalmente, ensinar que com a oração a pessoa querida que se foi estará mai feliz e alegre na companhia de Deus.
Saber explicar de uma forma que evite que a criança se assombre, mostrar que realmente a morte é um processo natural da vida. O ato de visitar o cemitério, por exemplo, deve ser explicado como um gesto de carinho, de amor, pois na verdade é uma homenagem em memoria da pessoa falecida.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Soltando a criatividade!


Hoje, 31 de outubro, é celebrado o dia das bruxas! 
O dia em que muitas crianças, jovens e adultos se fantasiam e entram no mundo da imaginação, onde podem ser quem eles quiserem. E é aí que entra a parte mais legal: para os pais e educadores esse é um momento muito especial para trabalhar a individualidade, os interesses de cada criança, seus desejos e sonhos, bem como o processo de formação de identidade por meio das fantasias e características que estão liberadas nesse dia. Um dia divertido como esse, na escola, no bairro, num encontro com outras crianças, pode também ser um momento de desenvolvimento, afinal, o crescimento se dá a todo instante!

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O que cabe na cabeça de uma criança?


Mafalda nos faz pensar sobre o modelo de educação que defendemos e que exercemos com nossas crianças. Muitas vezes a educação está atrelada a conteúdos e conteúdos que devem ser decorados e acumulados, desconsiderando o potencial singular de cada criança. O problema não é apenas a tal da decoreba, mas sim quando a intenção dos métodos educativos se reduzem a este fim. Que as cabecinhas de nossas crianças não sejam depósitos de dados e informações, mas sim fonte de reflexões, descobertas, indagações, imaginação, pensamento autônomo e aprendizagem ativa!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Motivos para celebrar

Iniciamos a semana depois de dias de grandes comemorações. Em uma única semana tivemos o dia das crianças e o dia do professor!!! A proximidade entre essas datas reflete a importante relação entre estas duas importantes figuras da nossa sociedade. O professor, com toda sua dedicação e conhecimento, é um dos grandes participantes do processo de desenvolvimento infantil. Na educação infantil o professor tem a possibilidade de facilitar a autonomia da criança no seu processo de formação, atuando enquanto mediador de suas conquistas e desafios.
Por isso, sugerimos que neste início de semana comemoremos a relação criança e professor!
E que, somado a essa comemoração, possamos nos colocar em questão acerca de cada relação que estamos construindo com as crianças.


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Dia das crianças

"Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva"

Nós do Criança em Questão desejamos a todas as crianças muita vida, alegria, brincadeira, imaginação, aprendizagens, aventuras e sonhos de um futuro sempre melhor! E a todos os adultos, muito amor, limites, respeito, cuidado, compromisso e valorização para com estes pequenos!

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Crianças e memórias da infância

Como você tem valorado a história e as lembranças de seu filho? Não é difícil neste mundo tratar o que é acessório como essencial e fazer do essencial algo banal. As vezes no prendemos ao valor monetário das coisas e esquecemos o valor simbólico e afetivo que cada fato e objeto podem carregar consigo, dizendo muito sobre nós e nossa história.
A chupeta, o dentinho, as fotografias, aquele vídeo engraçado, as datas do principais acontecimentos, a marca do pezinho, dentre tantas outras coisas. São estas coisinhas simples e singulares que juntas trazem as marcas da nossa história, tendo um valor inestimável e insubstituível!
Consegue abrir o baú ai? O que tem guardado como história para seus pequenos?

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Recado para a avó

Uma tarde de segunda-feira pede reflexões acompanhadas de uma dose de humor! E é isso que o jornalista Paulo Farinha consegue com seu texto, publicado no Notícias Magazine, onde uma mãe escreve um recado para a avó que ficará com as crianças alguns dias. 
De forma divertida o autor nos convida a pensar sobre as tendências existentes na criação dos filhos e sobre o excesso de regras e instruções que raramente são pensadas sob o ponto de vista da funcionalidade. A vida moderna nos permite ter a acesso à inúmeras informações, acerca da alimentação, comportamento e educação, mas nada é uma verdade absoluta, cada família é única e encontrará sua forma de viver com saúde.


Recados para uma avó que vai ficar com os netos alguns dias em agosto

A Matilde não come arroz. Diz que fica enjoada. Ainda não percebemos bem de onde vem isso, pensamos que fosse do glúten, mas ela só come arroz sem glúten. Aliás, ela não come glúten. A nutricionista naturopata recomendou. Também não come ovos de aviário.
• Deixei um saco com comida para os miúdos. Arroz sem glúten, massa sem glúten, bolachas sem açúcar, alfarroba desidratada e biscoitos de aveia e quinoa dos Andes.
• Não lhes dê bolos de pastelaria. Nem sumos de pacote. Nem leite de vaca. Nem chocolates. Nem leite com chocolate.

• Eles não comem nada que tenha açúcar refinado. Eu sei que a mãe faz um bolo de cenoura ótimo, mas se fizer use apenas açúcar amarelo. Mas só metade da dose. E cenoura biológica.
• Deixei também açúcar amarelo. É especial, extraído de cana-de-açúcar explorada de forma sustentável.
• Se eles insistirem muito para comer doces, dê-lhes uma peça de fruta biológica. Ou um abraço.
• O Pedro pode brincar com o iPad dele antes de ir para a cama. Mas não nos últimos 34 minutos antes de apagar a luz. É o que dizem os estudos mais recentes.
• Se ele ensaiar uma fita por causa disso, não o contrarie de mais. Não lhe tire o iPad das mãos à força. Dialogue com ele. Convença-o. Queremos que os miúdos tenham capacidade de argumentação e não queremos contrariá-los de mais, para não serem castrados na construção da sua personalidade. No fim, dê-lhe um abraço.
• O iPad é a única coisa eletrônica que o Pedro tem. O psicólogo dele dizia que não devia haver tecnologia nenhuma até aos 12 anos. Mudamos de psicólogo e o outro diz que pode haver, desde que tenha jogos que estimulem a parte do cérebro onde se constroem as emoções. Como ficamos baralhados, arranjamos um terceiro psicólogo, que disse para fazermos o que quisermos.
• Eles têm uma série de brinquedos de madeira e metal, feitos por artesãos velhinhos. Às vezes queixam-se que as rodas de lata não andam. Se for o caso, ajude-os a brincar com outra coisa qualquer, desde que não tenha plástico. Não queremos brinquedos de plástico.
• Se forem à feira e eles quiserem comprar bugigangas nos vendedores, compre-lhes uma rifa. Ou uma maçã. Ou dê-lhes um abraço.
• Todos os brinquedos devem ser partilhados. Não há brinquedo de menina e brinquedo de menino. Se o João quiser brincar com as bonecas de linho biológico da irmã, não há problema.
• Se ele quiser vestir as saias dela, também não há problema. Não queremos limitar a identidade de gênero dos nossos filhos.
• Há um saco com sabonete natural e shampoo à base de plantas medicinais sem aditivos químicos. Cheira um pouco mal, mas é ótimo para o cabelo.
• Mandei também umas toalhas de algodão biológico. Use só essas quando forem para a praia. São as melhores para o pH da pele deles.
• Todas as noites eles devem ouvir um pouco de música. Não pode ser o Despacito. O ideal é ser aquele CD de monges tibetanos. Aqueles sons são bons para o cérebro e para a digestão.
• Se eles quiserem subir às árvores, podem subir. Mas devem dar um abraço ao tronco antes disso. De preferência, devem agradecer à árvore antes de subirem para cima dela.
• Eles precisam de três abraços por dia. Pelo menos. Por favor não esqueça isso. E se puder, dê-lhes abraços de pele a tocar na pele. A energia positiva assim passa de forma mais eficaz.
PS 1: Mãe, não se enerve depois de ler isto tudo.
PS2: Cole este papel na porta do frigorífico, para não se esquecer de nada. Mas não use fita-cola, que isso tem plástico.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

'Pedagogia da escuta': a escola sob uma perspectiva malaguzziana

Quem entra pela primeira vez nos espaços da Escola de Educação Infantil Ateliê Carambola, na Vila Mariana, em São Paulo, se depara com paredes cobertas de invenções, discursos, experiências estéticas, pequenas grandes ideias, desenhos e fotos de um cotidiano permeado por possibilidades infinitas. Tudo isso em uma casa espaçosa, com quintal largo, terra, areia, árvores e uma caramboleira que dá nome ao espaço. "Os espaços não são sofisticados, as relações é que são", diz a diretora, Josiane Pareja Del Corso.
No lugar das atividades "prontas", em que quem propõe é o professor, ali, são as crianças as disparadoras primeiras das ações pedagógicas. Nos grandes painéis que permeiam todos os ambientes da escola e contam como são os projetos desenvolvidos, aparecem as primeiras pistas de que ali a criança é protagonista. Tem explorações com água, experimentações com argila, pesquisas sensoriais sobre luz, sombra e muitas outras materialidades. A premissa parece ser uma só: se habita o mundo, habita também a curiosidade o interesse das crianças, e, portanto, cabe transformar em matéria-prima para a escola.
Foi este o cenário de um encontro potente que aconteceu neste sábado, 2 de setembro, "A documentação malaguzziana - Uma forma de conceber a escola da infância". Oferecida pelo Ateliê Centro de Pesquisa e Documentação Pedagógica da Carambola, esta foi a primeira parte de uma formação continuada de quatro encontros, que discutem como a linha pedagógica idealizada por Loris Malaguzzi (1920 – 1994) pode ser aplicada no dia a dia.

Catraquinha acompanhou este encontro entre educadores e interessados em infância do Brasil inteiro e conta, nesta matéria, sobre a Pedagogia da Escuta, uma das práticas que fundamenta o jeito malaguzziano/reggiano de fazer educação infantil. O que é? Como colocar em prática? Por que este pode ser um caminho possível para conceber uma escola verdadeiramente transformadora, empática e acolhedora, que seja capaz de formar sujeitos habilitados emocionalmente?


Créditos: istock
Na Ateliê Carambola, as crianças são estimuladas em um cotidiano permeado de explorações sensoriais, e o dia a dia é documentado pelas educadoras.


  • Quem é "a criança"?
Antes de falar sobre a linha pedagógica de Malaguzzi - que, assim como qualquer outra proposta que se tenha, se coloca não como uma solução ou uma verdade absoluta, mas sim como uma das muitas possibilidades de ampliar o olhar para as muitas possibilidades de repensar a educação tradicional - é preciso entender de que criança estamos falando. Qual é a concepção de infância que está por trás de nossas práticas como educadores, pesquisadores, professores, pais e cuidadores? Enxergar a criança de uma determinada forma é uma escolha, e é ela que dá norte para o que será feito.
"A infância, mais do que nunca, precisa de pessoas que queiram verdadeiramente estar com elas", defende a educadora Josiane Pareja Del Corso, idealizadora Ateliê Carambola, que conduziu o encontro.

Ela conta que é comum ouvir professores que dizem ter escolhido a Educação Infantil simplesmente por que gostam de crianças, ou por motivos excessivamente tornar educador infantil. E é aí que entra a pergunta: quem é essa criança de que tanto falamos? Se partimos do princípio de que a criança é um ser vazio, uma folha em branco a ser preenchida (concepção que até hoje define muitas práticas das escolas tradicionais), dificilmente vamos alcançar a sua potência.


Créditos: Catraquinha
A transição da lógica transmissiva das escolas tradicionais para a lógica participativa da pedagogia malaguzziana não é simples, pois está relacionada a uma transformação no modo de pensar.


Josiane explica que esse entendimento de que a criança não é um vir a ser, mas que já é um indivíduo é fundamental para conceber uma escola que se pretenda malaguzziana.
“A infância é um período inaugural, e não de preparação para se tornar adulto. A criança é um filhote de humano, um ser pleno em sua humanidade inicial”, diz.
A concepção de infância que norteia a Pedagogia malaguzziana é co-construcionista, interacionista, ecológica e genética. O que isso significa? Que a criança é um ser social que nasce de uma determinada forma e se transforma a partir da relação com o outro. Por isso, o ambiente escolar precisa ser pensado para fazer emergir todos esses potenciais.

“As crianças devem sentir que toda a escola, incluindo o espaço, os materiais e os projetos valorizam e mantêm sua interação e comunicação. Educar significa incrementar o número de oportunidades possíveis”, explica Josiane. E quando ela diz "oportunidades", remete às experiências que se oferecem à criança, desde os cheiros que vêm da cozinha até as folhas que caem da árvore no quintal.
Para alcançar esse patamar de integração, é preciso que todos os agentes da escola estejam aptos a sustentar esse ponto de vista, desde o porteiro até o diretor, passando por faxineiros, cozinheiros e secretários. Algo que cabe a cada escola avaliar e pensar na melhor maneira de colocar em prática, afinal, não é um processo fácil, requer dedicação e muito trabalho.
Assim, um resumo possível é dizer que a criança, vista sob a perspectiva malaguzziana, é multifacetada, não tem um rosto só nem uma só personalidade. É curiosa, inquieta, exploradora, fluida, volátil, está sempre em movimento: é uma criança indeterminada justamente porque a cada instante é uma, e porque em uma mesma sala de aula existem muitas, e cabe ao professor acolher todas essas individualidades.
  • Pedagogia da Escuta: de onde vem?

Créditos: Reprodução/Ateliê Carambola
O educador Loris Malaguzzi foi o iniciador do movimento educacional de Reggio Emilia, na Itália.


Fonte: Catraquinha

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O importante é cooperar!

A educação infantil é um momento crucial no desenvolvimento acadêmico e pessoal da criança. Sabemos que é a base da educação e que é preciso que, cada vez mais, tenhamos atenção e responsabilidade sobre como está sendo conduzida essa fase. Os tipos de interação social são um exemplo daquilo que é vivenciado primeiramente na educação infantil, onde eles podem experimentar partilhar, serem solidários e cooperativos. Contudo, muitas vezes estes momentos iniciais tem apresentado os recursos lúdicos de maneira a ressaltar a competição, em detrimento da cooperação. Foca-se na ideia do ganhar em detrimento da derrota do outro, criando um ambiente de tensão, rivalidade e individualismo. 
Não por acaso estas tem sido umas das características mais vivenciadas na sociedade atual, ocasionando inúmeros conflitos de diversas dimensões. De forma que, torna-se fundamental repensarmos essa prática na educação infantil, e os padrões interacionais que tem sido passados para as crianças em sua formação enquanto cidadãos.
No trabalho com crianças toda proposta influencia em sua formação, podendo ser de forma positiva ou não. Portanto, o cuidado deve ser redobrado.



sexta-feira, 15 de setembro de 2017

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Leia para uma criança!


A leitura é uma grande aliada no processo de alfabetização da criança, no enriquecimento de seu vocabulário e na estimulação do raciocínio abstrato. É uma das ferramentas mais eficazes para favorecer a imaginação, promover a formação de identidade, diferenciação de si e do mundo, além de permitir o reconhecimento das mais diferentes sensações e sentimentos. Ler é um hábito, e como todo hábito exige persistência. E quanto mais cedo se inicia, melhor. Por isso, fica o convite essa semana: Leia para uma criança. Vamos permitir que elas vivenciem as infinidades de possibilidades que um livro carrega dentro de si!

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Precisamos falar sobre suicídio de crianças e adolescentes

O assunto é delicado, mas realmente precisamos falar dele. Dados do Mapa da Violência, organizado pelo Ministério da Saúde, mostram que, de 2002 a 2012, o número de suicídios entre crianças e adolescentes de 10 a 14 anos aumentou 40%. Segundo especialistas, antes mesmo desta faixa etária, a partir dos 8 anos, a pessoa já entende suas emoções, compreende a morte e pode tentar o suicídio. “Isso não significa que crianças mais novas não podem apresentar comportamento suicida. Cada sujeito é único e merece uma avaliação própria”, informa Orli Carvalho, psiquiatra da infância e adolescência do Instituto Nacional da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (FIOCRUZ), no Rio de Janeiro.

Mapear esta tragédia durante a infância não é uma tarefa fácil, pois os próprios pais sentem dificuldade em acreditar que a criança atentou contra a própria vida. “Muitos dizem que foi acidente, porque sentem vergonha ou não aceitam a tragédia”, informa Tania Paris, presidente da Associação pela Saúde Emocional de Crianças (SP). Para ela, este aumento expressivo de casos na infância se deve a uma série de fatores, inclusive, a modernidade. “Hoje, as crianças estão sobrecarregadas de atividades e informação. São cobradas demais para serem bem-sucedidas e esperamos muito delas. Quando não correspondem às nossas expectativas e as delas, sentem-se fracassadas e deprimidas. O problema se agrava dia a dia até beirar o insuportável. O sofrimento fica tão intenso que a vida perde o sentido”, explica Tania.
Transtornos mentais são gatilho do suicídio
Mas é claro que não é só isso. O suicídio é um fenômeno de causa múltipla e está totalmente ligado às doenças mentais. “Cerca de 90% dos casos tem associação com transtornos psiquiátricos. Depressão e transtorno bipolar do humor são os quadros mais associados às tentativas de suicídio. Nesse público, a impulsividade e o acesso aos meios favorecem o comportamento suicida”, observa Orli.
Ele também pode ser desencadeado devido à dificuldade que as crianças têm em lidarem com algumas situações. “Crianças que sofrem bullying, que perderam uma pessoa querida, que têm problemas de serem aceitas pelos grupos sociais, que sentem rejeição por parte dos pais ou amigos, que têm dificuldades no aprendizado escolar e até que os pais se separaram, podem sofrer consequências emocionais graves”, fala Tania.
Por isso, é importante observar o comportamento delas. Se os pais perceberem que o filho está diferente, devem buscar ajuda médica. “Os pediatras são atores importantes na identificação de comportamentos suspeitos, tais como tristeza acentuada, irritabilidade, agressividade, flutuações de humor, queda do rendimento escolar, alterações de sono e/ou apetite. Quando eles notam que há algo fora do normal, encaminham para psiquiatras e psicólogos para uma avaliação mais criteriosa e identificação do sofrimento psíquico da criança e do adolescente. Vale lembrar que cada pessoa apresenta características próprias e deve ser avaliada individualmente”, diz Orli.
Durante estas etapas, a pessoa geralmente diz ou deixa pistas. A criança pode falar que quer morrer, que não quer sair mais da cama, que deseja não acordar mais ou expressar este sentimento por meio de um desenho. “É por isso que precisamos acabar com o mito de que uma alguém que fala que vai se matar não se mata. Isso já é um pedido de socorro. Se os pais ou a pessoa a quem ela fez o pedido não percebem e não tentam ajudá-la, o pior acontece”, diz.Mas, calma, não precisa se desesperar, pois ninguém desiste da vida de um dia para o outro. Segundo Tania, existem três fases no processo de suicídio. A primeira é a ideação, quando a pessoa começa a pensar na ideia de colocar um fim no sofrimento. A segunda é o planejamento, que é quando ela realmente vai pensar em como pode fazer aquilo (pular de um lugar alto, por exemplo) e, a terceira, é a idealização, o ato propriamente dito.
Prevenção é fundamental
Como 9 a cada 10 casos de suicídio (ou seja, 90%), segundo a Organização Mundial de Saúde, poderiam ser evitados, é importante prevenir. Mas, como? Primeiro é preciso acabar com o tabu que ainda envolve o tema. As pessoas têm dificuldade em falar sobre isso e a informação não circula, não chegando a quem precisa. Para aumentar este alerta, foi criado o Setembro Amarelo, movimento mundial que tem como objetivo conscientizar a população sobre a realidade do suicídio. O movimento é estimulado mundialmente pela Associação Internacional pela Prevenção do Suicídio. Depois, é necessário o acolhimento, entender o sofrimento da criança, observando seu estado emocional e tentar ajudá-la. “Os pais devem perguntar, por exemplo, por que o filho está triste e o que eles podem fazer para ele se sentir melhor”, fala Tania. Se perceberem que as mudanças no comportamento persistem, o ideal é levar a criança a um especialista. “Dependendo do que for, se houver uma doença, pode ser necessário um tratamento medicamentoso ou uma internação”, finaliza Tania.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Fotos comprovam que para brincar basta ser criança

'O brincar se faz com a vida, e não com produtos comprados', Gandhy Piorski

Segundo Gandhy, a imaginação é o que constrói a psique da criança, e, se não for estimulada na primeira infância, pode atrofiar e causar danos como adultização precoce. Esse estímulo se dá por meio da brincadeira.
A qualidade das experiências criativas que a criança terá em seus momentos de brincadeira, não está atrelada à brinquedos complexos e tecnológicos, muito pelo contrário: quanto menos prontos forem os brinquedos, e quanto mais espaço e tempo a criança tiver para criar suas próprias brincadeiras, mais rica será a sua experiência.
A seguir, confira -e inspire-se com- uma série de fotos de crianças brincando em décadas passadas. São imagens que mostram crianças sendo crianças, e brincando sem recursos tecnológicos, brinquedos industrializados ou quaisquer outros recursos além de sua imaginação, amigos, tempo e espaço:







Fonte: Catraquinha

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terça-feira, 29 de agosto de 2017

Feliz dia do psicólogo!

Neste último domingo, dia 27, comemoramos o dia do psicólogo! 
Tem sido com base nesta bela profissão, e sua interface com a educação, que temos discutidos os mais diversos temas relacionados à criança. 
Desejamos que a psicologia seja uma grande aliada no processo de promoção de saúde e bem-estar infantil, e que as mais diversas atuações do psicólogo sejam reconhecidas como possibilidades de auxílio em momentos de necessidade. 



terça-feira, 22 de agosto de 2017

O poder do exemplo!

Algumas imagens se explicam por conta própria. 
Muitos pais buscam formulas e teorias sobre como educar seus filhos e orientá-los em sua educação. O que muitos esquecem é de verificar como eles mesmos estão conduzindo a própria vida, e como isso pode influenciar no desenvolvimento de uma criança.
Se queremos ver mudanças elas precisam começar em nós.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Agressividade, irritação, ansiedade, impaciência, medo excessivo, entre outras questões não caem do céu na vida da criança! Nossos pequenos são constituídos em suas relações sociais. Sendo assim, como anda o ambiente de seu filho? Como estão as relações na família, escola e outros espaços?
A criança oferecerá o que tem recebido!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

“Não sou mãe, nem pãe, sou pai”


“Não sou mãe, nem pãe, sou pai”

Hilan Diener é entusiasta da paternidade ativa - aquela em que o pai exerce de fato o papel de... pai. Para ele, isso é mais do que uma missão, é uma causa

Por Depoimento a Naíma Saleh - atualizada em 07/08/2017 16h49

Hilan e Luiza com os filhos Benjamin, Constança e Guadalupe (Foto: Arquivo pessoal)
Hilan e Luiza com os filhos Benjamin, Constança e Guadalupe (Foto: Arquivo pessoal)
 
“Eu sempre quis ser pai. Queria no mínimo três filhos. Hoje sou pai do Benjamin, 7 anos, da Constança, 4, e da Guadalupe, 1 ano e 5 meses – e acho que vamos parar por aqui. É muito trabalho e somos só e eu e a minha esposa, Luiza, para dar conta de tudo sozinhos. Eu achava que a gente dividia de igual para igual. Até que em novembro do ano passado, pedi demissão e vim ficar em casa junto com ela e com nossos filhos. Decidimos que iríamos nos dedicar totalmente ao blog da Luiza, o Potencial Gestante. Funcionaríamos como uma empresa familiar.
Com essa mudança, percebi que por mais que eu fizesse muitas coisas em casa, a Luiza ainda tinha uma trabalho muito maior, era dela o esforço mental de gerenciar tudo. Descobri um universo de pequenas coisas que os pais normalmente não fazem ideia. A introdução alimentar da Constança, por exemplo: foi a Luiza quem leu sobre o assunto, se informou, foi atrás. Ela é que sabe qual roupa tem que lavar, qual tem que comprar, qual está pequena. Ela é que sabe quais vacinas as crianças ainda têm que tomar, quais já tomaram... Tem umas coisas que eu me pergunto: caramba, como é que ela deu conta? Hoje, vejo como é rotina e o quanto é puxado.
Antes de ser pai, eu não sabia fazer nem o básico na cozinha, não sabia lavar roupa, cortar unha, dar banho. Coisas que minha mãe fez por mim, como mãe solo, eu nunca tinha aprendido e nem ela, nem minha vó, que também cuidava de mim, nunca quiseram me ensinar. E a gente não ser ensinado repercute lá na frente.
Para assumir essas funções hoje, a gente tem que desconstruir uma masculinidade que foi sendo incutida na gente desde a infância. É preciso mudar nossa ideia sobre o que é o masculino. Os homens têm um padrão de atuação meio agressivo à vezes, de impor poder, de não demonstrar muito os sentimentos. Eu sempre estou nesse caminho de tentar aprender, de tentar mudar. Ao ser pai, essa ideia do que é ser homem precisa começar a ser desconstruída.
Mas para isso, é preciso que os homens aprendam a rever alguns privilégios. Nós temos muitos mais tempo para nós, mais tempo para nos divertir. Em rodas de paternidade, ainda vão muito mais mulheres do que homens. Estamos muito longe ainda de ter uma noção de paternidade. Ainda é uma debate muito restrito à classe média que tem acesso à informação. Existe, sim, um movimento muito bacana, as pessoas têm conversado sobre isso, mas é preciso que haja um movimento na base.
Nessa minha empreitada, já escutei frases como “Você é uma mãe”, “você é um ‘pãe”. Eu sempre respondo: “não fale assim. Mãe é mãe e pai é pai”. Além da pessoa estar dizendo algo que eu não sou, parece que só quando o pai vira mãe é que ele entende o que é cuidar de um bebê. Não deveria ser assim. Também já ouvi comentários como “ai, você faz demais, vai inflacionar o mercado”. Só dou risada.
Paternidade como missão

Para mim, ser pai virou um ato político. Eu ser um agente da paternidade ajuda a mudar a sociedade e acredito que as crianças vão, no futuro, poder passar por caminhos que já abrimos. É uma forma de mudar o mundo. Por isso, criei com um amigo uma iniciativa em prol das boas práticas parentais que se chama “Com licença, por favor”. A ideia é avaliar as empresas para saber qual é o apoio que elas oferecem aos seus funcionários – licença maternidade/paternidade, creche, local de amamentação.
Outro dia, o Benjamin falou que ia trocar a fralda da Guadalupe. Eu não me opus, nem ajudei. Ele colocou a fralda na irmã sozinho e ficou direitinho. Fiquei feliz de ele entender que o cuidar de alguém não tem a ver com gênero; tem a ver com amor, com empatia. Acredito que meus filhos serão pessoas mais empáticas, menos machistas, mais acolhedoras, com o coração mais aberto."
Fonte:Revista Crescer
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